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O que é treino regenerativo?

É um treino como outro qualquer, onde o que prevalece é a sensação de conforto. Seja qual for a atividade (corrida, caminhada, ciclismo, etc), ela tem que ser de baixa intensidade.

Como acontece esse treino?

Esse treino poderia ser: 40’ trote leve na grama, 30 km giro leve na bike, musculação de baixa intensidade ou uma simples caminhada… Tudo depende da atividade e intensidade do atleta, seja ele amador ou profissional. Esse tipo de treinamento evita lesões musculares e a possibilidade de overtraining, pois é considerado um descanso ativo do corpo.

Quado ele deve ser realizado?

O treino regenerativo é realizado na primeira sessão de treino, após um treino de alta intensidade ou uma competição. A duração desse “período de treino” vai depender da intensidade da competição ou treino forte. Por exemplo: uma pessoa que correu a Meia Maratona não terá o mesmo treino regenerativo de uma outra que fez o Ironmam.

Qual a função do treino regenerativo?

Ele tem a função de fazer a recuperação muscular, das fibras e do sistema cardiovascular, pois ativa a circulação e leva oxigênio para grupos musculares que auxiliam também na remoção do ácido lático – substrato liberado na corrente sanguínea em decorrência de um esforço intenso durante o exercício, ou seja, acima do seu limiar anaeróbico. Quando ele é liberado pode causar dores agudas nas pernas depois das atividades de forte intensidade.

Qual a sua importância?

O alicerce de um bom treinamento está sustentado por um tripé (Alimentação, Treino e Descanso). Na falta de qualquer um deles, haverá um desequilíbrio, que pode acarretar uma queda no rendimento, uma lesão ou até mesmo uma doença.

Quando o atleta precisa de descanso?

Isso vai muito de cada treinador, muitas vezes de acordo com a planilha não é para o atleta precisar desse descanso, no entanto seu rendimento está caindo por N motivos, nesse momento cabe ao personal/treinador readequar a planilha de acordo com a situação apresentada pelo aluno/atleta, essa percepção vai muito de profissional para profissional e de atleta para atleta, por isso digo que conhecer como responde o organismo do seu aluno te ajudará a prescrever algo com mais eficiência, minimizando erros e alcançando um resultado mais amplo, devemos ter muita calma na prescrição tanto de treino aeróbio como de musculação.

Treino recuperativo na musculação – Depoimento prático

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Falando da parte prática e analisando pelo lado do treino de hipertrofia, existem momentos dentro da sua periodização que o atleta se mostra cansado de pegar tanto peso, está enjoado daquelas mesmas 10 a 12 repetições e etc. Tanto no cansaço físico quanto no psicológico o atleta dá sinais que precisa de descanso, sendo sincero o atleta desmotiva.

E é nesse momento que você pode adaptar sua periodização e fazer uma semana de treinos leves (recuperativos) por dois motivos:

  1. Seu atleta renderá muito mais após essa fase regenerativa como o nome próprio diz.
  2. A motivação e a vontade de voltar a pegar pesado aparecerá e juntamente com o ganho de rendimento seu aluno treinará melhor, desencadeando um melhor resultado para o seu objetivo final.

Bem, muitas vezes a teoria na prática é diferente, por isso em vários momentos temos que deixar a teoria de lado e averiguar quanto vale a pena continuar treinando pesado, os objetivos são traçados a longo prazo, por isso não é uma semana ou pouco mais de descanso que irá atrasar o seu projeto final, muito pelo contrário, isso te ajudará muito na busca pelo sua meta.

O importante é não parar nunca, se está cansado, dê uma relaxada, mude o tipo de treino, vá correr num parque ao invés de esteira, faça um treino de fortalecimento de joelhos na musculação e etc…

São várias maneiras de você estimular seu aluno e ao mesmo tempo fazê-lo descansar para pegar firme na sequência.